Coluna do Maceió – III
Amigos,
Hoje não tem post na sessão “Efemérides jequeanas” (em minhas rápidas pesquisas, não encontrei nenhum fato relevante ocorrido no dia 04 de março).
No entanto, para compensar, encontrei uma belíssima coluna do Maceió, publicada no dia de Natal do ano passado. Vale a pena ler:
JEC aqui, JEC ali, JEC lá!
Em meio à penumbra que toma conta do Joinville me deu um estalo: resgatar o passado e mostrar à juventude de hoje o quanto esse clube é amado por alguns ex-jogadores que até hoje rememorizam suas conquistas com extrema docilidade. Antes, abro parênteses para relembar velhas odisséias de um pentacampeão mundial, o preparador físico Paulo Paixão, que faz parte da antologia do nosso futebol. Diz ele: “Não esqueço do JEC nem da cidade. Os dois me proporcionaram excelente ambiente profissional e familiar”.Paixão esteve conosco em 1988 e 89, ao lado de Othon Valentim, e criou status na profissão trabalhando no Grêmio vice-campeão mundial (95), na conquista do Mundial do Japão em 2002 (ambos ao lado de Felipão), na conquista da Libertadores e do Mundial Interclubes pelo Inter em 2006 (ao lado de Abelão) – e hoje é quem monitora a preparação física da Seleção.
Títulos e mágoa
Já o uruguaio Luís Maich, preparador físico do Joinville nas conquistas do Estadual de 83, 84 e 85, não teve a mesma sorte. “Quando estava no auge e Edu Antunes (irmão de Zico) me convidou para trabalhar no Japão, tive câncer e perdi a maior oportunidade da minha carreira”, diz Maich. Hoje ele trabalha no futsal espanhol. Do JEC apenas uma reclamação: “Fui tricampeão catarinense, o time correu como nunca no Brasileiro de 86 e o Waldomiro Schützler me mandou embora, sem motivo algum, para dar o cargo ao Paulo Coutinho. Ele foi injusto comigo”.
Astros e lendas
Então é isso: o Joinville vive no coração de muita gente. Dos cobrões Edu Antunes, irmão e auxiliar de Zico no Fenerbahçe, da Turquia, Alfinete, Paulo Egídio, Maringá, Palmito, Leo, Clademir, Néia, Joel Mendes, Dorival Júnior (técnico do Cruzeiro), Hélio dos Anjos (treinador da seleção da Arábia Saudita), Wagner de Oliveira (técnico do Uberlândia), Borrachinha, Adilsão e Zaga (que estão no Golfo Pérsico), Abel Ribeiro. Todos, sem exceção, sempre revelam carinho pelo clube. Falta a geração de hoje fazer a sua parte.
Os momentos épicos
Só pra emendar esta prosa, vamos resgatar um pouquinho da biografia do clube: dos seus doze títulos estaduais, três foram conquistados dentro do Heriberto Hülse, dois no Orlando Scarpelli, um no Augusto Bauer, em Brusque, e um no Hercílio Luz, em Itajaí (o JEC, punido pelo TJD, teve de enfrentar o Avaí no estádio do Marcílio).
Numa das finais dentro do Scarpelli, o técnico Lauro Búrigo designou o entroncado Vanusa para fazer marcação especial sobre Nardela e enfiou pela goela da arbitragem uns gandulas brutamontes. Foi tragicômico: JEC campeão e a massa alvinegra a cuspir marimbondos em cima da sua diretoria.O JEC era movido por este instinto: ganhar títulos dentro e fora de casa. Com o mesmo espírito correu o Brasil jogando de igual para igual contra Vasco, Fluminense, Botafogo, Palmeiras, Cruzeiro, Grêmio, Corinthians, Santos e São Paulo. Tomou umas sovas do Inter lá, mas aqui o Colorado sempre rebolou….
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