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06
fev

JEC x Avaí – O primeiro confronto da história

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Jornal O Estado - 03/05/1976

O primeiro confronto da história entre JEC x Avaí ocorreu no estádio Olímpico (do América de Joinville), no dia 02/05/1976, em jogo válido pela nona rodada do turno da primeira fase do Campeonato Catarinense daquele ano.

O JEC saiu na frente no marcador, com um gol do eterno craque Osni Fontan. Na sequência, o Avaí empatou a partida. E o jogo terminou mesmo no 1×1.

Apesar do resultado ser considerado ruim, um empate em casa, o JEC manteve-se líder e ainda venceria o Avaí em outras duas oportunidades ao longo dessa competição em que o Tricolor venceu com sobras, nesse estadual de 1976.

Mas vejamos como foi a primeiro confronto de JEC x Avaí, um dos maiores clássicos do futebol de Santa Catarina…

Antes do Jogo

O JEC era líder do Grupo A, com 6 vitórias logo nos seis primeiros jogos disputados na competição (esta foi a maior arrancada do JEC na história dos Catarinenses). Na sequência, uma derrota sofrida (0×1) contra o Palmeiras em Blumenau e um empate contra o Carlos Renaux na cidade de Brusque. Enquanto que o Avaí vinha logo atrás na classificação, com 4 vitórias, 2 empates e 2 derrotas.

Jornal de Joinville - 01/05/1976, um dia antes do jogo

O então técnico do Joinville, Alcino Simas, tinha grandes problemas para armar o Tricolor para esse jogo, pois não podia contar com a dupla de zaga titular: Ditão, suspenso por terceiro cartão amarelo, e Pompeu lesionado. Os pontas Ratinho e Linha também estavam lesionados. E Netinho, atacante que sempre entrava bem no decorrer dos jogos, havia sido liberado para viajar a Santos/SP onde tinha matrimônio marcado na véspera desse jogo. Ratinho acabou sendo liberado pelo Departamento Médico e pôde disputar a partida.


Matéria do Jornal A Notícia – 04/05/1976

JEC perde o primeiro ponto em casa

O Joinville E.C. perdeu domingo o seu primeiro ponto dentro de casa ao empatar com o Avaí pelo placar de 1 a 1, num jogo que rendeu a importância de Cr$ 85 mil. Os gols foram marcados no segundo tempo através de Fontan e Lourival e a arbitragem esteve a cargo de José Carlos Bezerra, com excelente atuação.

Para o Avaí, o resultado de domingo não retratou sua superioridade no decorrer da partida, uma vez que o Joinville E.C. se complicou com a ausência de Ditão e com Chico Samara e Ratinho pouco aparecendo. Na etapa complementar os dois times voltaram a campo mais ofensivos e o gol de Fontan nasceu de uma cobrança de um escanteio, aos seis minutos.

Gol de Fontan

O representante da Capital não se intranqüilizou com o placar adverso de 1×0 e com muita calma chegou ao empate, aos 21 minutos, numa enfiada de bola de João Carlos para Lourival que venceu dois adversários e colocou a bola no canto direito de Bosse.

O Avaí dominou todo o primeiro tempo, valendo-se da fragilidade do Joinville, que lhe ofereceu amplas opções de ataque pelas duas laterais. O Avaí só não se impôs por falta de inspiração dos ponteiros e porque todos os atacantes se mostraram bastante dispersivos nos chutes a gol. No início da fase complementar, o JEC que atacava esporadicamente, fez seu gol, e aí os florianopolitanos tiveram que buscar o empate pacientemente no toque de bola. No balanço geral das ações, o 1×1 foi um mal resultado para o Avaí embora na filosofia do futebol-competição empate fora de casa signifique ponto ganho e não ponto perdido.

Domingo, no Estádio da zona norte, numa partida que rendeu 85 mil cruzeiros e jogando contra um time muito bem ajustado no toque de bola, o Joinville demonstrou sinais evidentes de despreparo técnico e psicológico, que poderão se repetir todas as vezes que Alcino Simas tiver que alterar a estrutura da sua equipe.

A simples ausência de Ditão, forçando o deslocamento de Joel (que fez uma excelente partida) para o meio da zaga, deixou a defesa algo intranqüila, porque a solidez que tiveram os dois beques-de-área contrastaram com a fragilidade dos laterais, vencidos, com facilidade, na maioria dos lances. E, no ataque, a experiência de Alcino, compelido pelas circunstâncias, a utilizar, no nono jogo, o seu 4º ponteiro esquerdo neste Campeonato foi quase uma lástima, pois Ademir Feijão em 45 minutos pegou 9 vezes na bola e só em duas conseguiu dar boa seqüência, lançando bem Chico Samara e Tonho.

Esses problemas, ligados à má “performance” de Fontan, que fez um primeiro tempo sofrível, desregularam por completo o time do Joinville, que na bem da verdade esteve limitado ao bom futebol de Joel e Piava, já que ofensivamente o time se viu desequilibrado pela perfeita marcação que Maneca e Veneza exerceram sobre Tonho. Chico Samara e Ratinho pouco apareciam metidos no bolo de jogadores que o Avaí concentrava na zona neutra do gramado.

Em resumo, o primeiro tempo foi todo do Avaí e um placar parcial por um ou dois gols lhe seria inteiramente merecido, mas o zero-a-zero pesou-lhe como tributo por falta de absoluta vocação ofensiva de todos os seus atacantes.

Os gols

Gol de Fontan, explosão da torcida

Os dois times passaram a atuar com mais disposição no início do segundo tempo, e o Joinville crescendo gradualmente com o ritmo da partida, começou a tomar fôlego para se lançar impetuosamente ao ataque, com o alento dado à equipe pelo jogador Zequinha – que entrou para marcar Balduíno e ainda se transformou em atacante.

Aos 6 minutos, Maneca falhou feio e Veneza teve que ceder escanteio para evitar a penetração de Tonho. Batido o corner, todos os avaianos se preocuparam com Tonho e tomaram o gol, numa cabeçada de Fontan, que viu a bola à sua feição para golpeá-la para o canto esquerdo. A bola tocou no poste e entrou mansamente. Se jogando melhor, o zero-a-zero já era mau resultado para o Avaí, a desvantagem, nascida de uma dupla falha da sua defesa, estava a comprometer todo o bom trabalho que a equipe vinha tendo até aquele momento. Mas, foi a partir desse momento que prevaleceu a sua grande categoria.

Zequinha continuou grudado em Balduíno, que caía disfarçadamente para a ponta-direita ou esquerda, deixando Celso e Lourival irem armando o time sem pressa, mas com toques luminosos e eficazes. E foi na base da tranqüilidade, do jogo estudado e reflexivo, que o Avaí chegou ao empate. Aos 21, João Carlos (ponta-esquerda derivado para o lado direito) enfiou uma bola sob medida para Lourival. O volante abriu as passadas, vencendo dois adversários. Á entrada da área, ameaçou o chute, refugou e tocou à frente, enganando o beque da cobertura. E, cara-a-cara com Bosse, apenas tocou para o canto direito. Um gol de craque.

Ficha técnica do jogo

Pior do que o empate aquela altura, a saída de Samara com estiramento, soou como rude golpe para o Joinville, que à frente ficou praticamente desarticulado e sem chances de comandar uma vitória. O time estava transformando um ataque de Ratinho, Samara e Tonho para Ferreira, Ratinho e Tonho, isto é, perdendo o fulgor do ponta-de-lança que batalha tremendamente nas arrancadas pelo flanco esquerdo (ou pelo direito) e que é o homem que mais cria situações de gol para o Joinville.

O Avaí teve, então, condições para demonstrar mais personalidade e até para pensar na vitória, que Áureo buscou, de forma mais concreta, nos últimos treze minutos. Substituiu Luís Everton por Rogério, fixando este no meio de campo e avançando Lourival, que poderia num lance isolado romper novamente pelo meio da defesa. Aos 38, porém, numa bola cruzada de muito longe por Nelinho, Tonho subiu espetacularmente e cabeceou com grande perigo, próximo ao ângulo direito.

 
Por Tiago Gabriel - 2:27

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  1. Parabéns Tiago, Show de bola.

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    Marcos Roberto Messias
    Marcos Roberto Messias
    06/02/2010 - 02:02
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  2. Na foto do Jornal O Estado, aparecem Joel Mendes(de frente) e o número 4 parece ser o Paulinho Teta ou Nelinho…

    [Responder]

    &nbps;
    Tiago Gabriel
    06/02/2010 - 02:02
    &nbps;