Sou JEC

Arquivo da Tag ‘Bons exemplos’

18
mar
 

Ainda sobre baladas …

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Amigos jequeanos,

Vejam os sábios comentários de Maceió sobre a questão das baladas, publicados na sua coluna de hoje no AN.

Também classifiquei este post na seção “Bons Exemplos”, porque o Mestre Maceió relembra a forma como Dite Freitas, célebre dirigente do Metropol, lidava com casos como esse …

Balada só complica

Li, outro dia, que o Joinville não poderia dispensar o jovem Vinícius – longe de mim querer a desgraça do garoto – por causa de uma multa contratual de R$ 500 mil. Nunca soube que exista no CBDF qualquer jurisprudência que dê guarida à balada e à indisciplina. Este contrato passou pelo crivo do advogado do clube, Roberto Pugliese Jr?

Ao deixar o clube, o superintendente Ocimar Bolicenho fez um mea-culpa: “Nosso maior erro foi ter sido condescendente com jogadores irresponsáveis”.Por isso, sempre terei uma palavra de apreço a Dite Freitas, saudoso patrono do Metropol. Em 1965, o supercraque Madureira (média de 1,6 gol por jogo), viajando de ônibus de Porto Alegre a Criciúma para estrear três dias depois contra o arqui-rival Comerciário, deu dois sopapos em outro passageiro e foi em cana.

Havia faixas na rodoviária e no centro da cidade saudando a chegada do novo ídolo e, em três minutos, a notícia da prisão chegou ao gabinete de Dite Freitas. Imediatamente ele ligou para o delegado e lhe fez um pedido: “Mantenha-o preso até segunda-feira”. Santo remédio. Sua estréia foi adiada e Madureira aprendeu que o clube o queria apenas para jogar futebol.

 
Por Fernando Mattos - 10:26
 
10
mar
 

Como lidar com os baladeiros

Tricolores,

Todos sabemos que o JEC venceu 10 dos 12 primeiros Campeonatos Estaduais que disputou.

Desvendar os segredos dessa época vitoriosa pode ser muito útil para os atuais dirigentes do JEC, que comandam (?) o Clube no momento mais difícil de sua história.

Manuseando meus arquivos de recortes de jornal, encontrei uma matéria interessantíssima publicada pelo Jornal de Santa Catarina, no dia 9 de março de 1976, que relata a preparação do JEC antes do primeiro jogo de sua história, contra o Vasco da Gama.

Nesta reportagem, João Lima (que na época acumulava as funções de Gerente de Futebol e técnico) apresentou lições valiosíssimas sobre como manter a disciplina entre jogadores profissionais de futebol.

Esta matéria talvez possa trazer importantes ensinamentos a Ocimar Bolicenho, Nédio Vitório e Adelir Alves …

Segue-se a matéria publicada no Jornal de Santa Catarina, de 09/03/1976 (transcrição parcial, grifos meus):

Joinville tem seu time escalado

Técnico já de 30 clubes de futebol, agora com o Joinville Esporte Clube, João Lima dá sua opinião sobre as conseqüências e objetivos da fusão de América e Caxias, dizendo que “não faremos de início um grande time de futebol, mas com o jogo contra o Vasco da Gama, poderemos constatar muitos defeitos e corrigi-los”, acrescentando que “muita coisa vai mudar agora com essa rapaziada, pois tenho que colocá-los em seus devidos lugares”.

[...] Outro detalhe que João Lima faz questão de ressaltar é que “imporei ordem naquele plantel, acostumado com a mamata, mesmo que me chamem de “durão”, pois, de outra forma, nunca se conseguirá um bom futebol, partindo da desorganização. Até a diretoria deverá cumprir o regulamento, pois é dela que parte o exemplo para os jogadores”, diz ele.

João Lima implantou agora a caixinha dos atletas, onde todo o final do mês será apresentado um balancete mensal. O associado receberá na ocasião uma ficha com os seus saldos. Também quando da abertura da caixinha, o associado receberá juros de 10 por cento, equivalente ao seu saldo. As mensalidades serão cobradas na base de 50,00, serão cobrados 30% dos “bichos” e haverá multa, na maioria de três cruzeiros, para jogador que fumar dentro do vestiário, entrar na cozinha, levantar fora de hora, chegar atrasado, comer sem camisa, e outras irresponsabilidades, inclusive cabelos compridos e barbas, segundo João Lima, “pois, diz ele, há necessidade de melhorar ou, caso contrário, abandonar”.

Na foto que ilustra o post, vemos o elenco do JEC participando de um puxado treino físico, antes do histórico jogo de estréia, contra o Vasco da Gama. Em primeiro plano, Fontan, o primeiro grande ídolo da torcida tricolor.
 
Por Fernando Mattos - 10:08
 
06
mar
 

Como formar um elenco vencedor

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Amigos tricolores,

Conforme prometido, estou postando uma matéria publicada no Blog do Torero, no último dia 03/03, que comenta a formação do elenco do Guaratinguetá, atual líder do Paulistão.

É ou não é pra encher de vergonha os “profissionais” da WL Sports ?

Ser mediano é meio caminho andado

O Flamengo conseguiu uma bela virada, o Santos está novamente perto do rebaixamento, o São Paulo passou pelo Mirassol e segue perto do G-4, o Sport ganhou o primeiro turno pernambucano, o Inter marcou seis gols, o Remo venceu o arquiinimigo Paysandu, o Palmeiras triunfou no clássico contra o Corinthians, o Real Madrid ganhou com dois gols de Robinho e a Inter de Milão perdeu uma invencibilidade de 25 jogos. Logo, hoje é dia de falar do… Guará.

Sim, do Guará, o líder do campeonato Paulista. E com quatro pontos de vantagem. O rico Palmeiras, o bicampeão paulista Santos, o reformulado Corinthians e o campeão brasileiro São Paulo estão vários pontos atrás.

E o que há de especial no Guará? Nada. Ou quase nada.

Não há, pelo menos, nenhum grande craque repatriado, nenhum jovem talento que está sendo sondado pelo Manchester, nenhum técnico badalado.

Mas é um time bem armado. Um daqueles times “certinhos” que às vezes aparecem pelo Brasil, principalmente no Campeonato Paulista.

O Guará é um time que ataca com afã, que sabe jogar atrás quando é necessário, que explora bem os contra-ataques, que tem volantes pegadores, zagueiros firmes, um eficiente cobrador de faltas, bom preparo físico, etc…

E, com estas qualidades comuns, vai deixando todos para trás.

O seu técnico é Guilherme Macuglia, que fez a maior parte da carreira em times médios do sul do país.

E dificilmente você terá ouvido falar de um de seus jogadores:

O goleirão Fábio, por exemplo, de 29 anos e dois metros, já andou por São José, Osasco, Inter de Limeira, Mogi Mirim, Goiás e Marítimo de Portugal. Você já o viu numa foto de capa de um Caderno de Esportes? Nem eu.

Nelsinho, o lateral-direito, já tem 32 anos e passou a carreira em clubes modestos como Portuguesa Santista, Grêmio Maringá e Santo André.

Carlinhos, o zagueiro central de 33 anos, é um cigano bem rodado: Guarani, Juventus, Juventude (RS), o desconhecido Waldhof Mannhein da Alemanha, Figueirense, Bahia e Santa Cruz.

O volante Alê, 29, jogou no Penapolense, no Guapira (SP), no Flamengo (o de Guarulhos, não o do Rio), no Roma (do Paraná, não da Itália), no Osasco, no Juventus, nos XVs de Jaú e de Piracicaba, no São Bento, etc…

Magal (que não é o Sidnei), já vestiu as camisas de Taquaritinga, Sertãozinho, Portuguesa Santista, Juventude (RS), São Bento e América (RN).

Jackson (que não é o Michael) tem em seu currículo: Brasil de Pelotas, Mogi Mirim e CRAC (GO).

O meia Michael (que não é Jackson mas é Jefferson), artilheiro da equipe, está com 26 anos e passou por Barueri, Avaí (SC), Fortaleza, CRAC (GO) e Ponte Preta.

O craque da equipe, Nenê, que aos 33 anos já não é um nenê, marcou dois gols de falta nos dois últimos jogos, vencidos por 1 a 0. Ele já passou por (prepare o fôlego): Santo André, Ituano, Will (Suíça), Marília, São Bento, Remo, Ceará, Atlético de Sorocaba, Figueirense, Ceilândia, Paulista e São Raimundo.

Provavelmente você não ouviu falar da maioria destes jogadores. Talvez, de um ou dois. Não é impossível que de nenhum.

A grande esperteza do Guará foi saber encontrar estes bons atletas que estavam espalhados por aí, fazer uma organização tática simples e eficiente, e dar conjunto ao time.

A liderança do Guará é a prova de que hoje em dia, no futebol brasileiro, não é preciso ser brilhante ou milionário, mas ter entrosamento e 11 jogadores dispostos a suar.

Para se destacar em meio à mediocridade, ser mediano é meio caminho andado.
 
Por Fernando Mattos - 15:24
 
06
mar
 

Há vida fora da Série C ?

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Amigos jequeanos,

A maioria de nós deve estar se perguntando: “O que acontecerá se o JEC não conquistar a vaga para a Série C ?”

A matéria a seguir, publicada pelo Estadão de São Paulo no último dia 12/02, narra a trajetória de sucesso do Guaratinguetá, atual líder do Paulistão, treinado por Guilherme Macuglia, ex-JEC.

O Guará foi Campeão do Interior de SP no ano passado e, assim, conquistou o direito de disputar a Série C de 2007. No entanto, o Guaratinguetá abriu mão de disputar a Série C do ano passado, investiu na construção de um belíssimo Centro de Treinamento e preparou-se para conquistar o título paulista em 2008!

O Blog do JEC continua achando imprescindível para o JEC conquistar a vaga na Série C. No entanto, a reportagem abaixo revela que pode, sim, haver vida para um Clube de Futebol fora da série C.

Mais tarde, postarei outra matéria que desvenda o segredo da formação do elenco do Guaratinguetá. A referida matéria certamente vai envergonhar os “profissionais” da WL Sports …

Segue-se a matéria do Estadão:

Título estadual, o primeiro objetivo
Cosme Rímoli

Pensando no lucrativo mercado europeu, o Guaratinguetá inovou e bancou a formação de um agente Fifa só seu. “Nós arcamos com todos os gastos para que o Marcelo Zanotti fosse o nosso agente Fifa. Ele só trabalha para o Guará. A princípio já está tratando de negócios envolvendo nossos jogadores. Depois estará no plano da compra do clube europeu”, afirma o presidente, Carlos Arini. Além de Arini e do empresário Sony Alberto Douer, majoritários, Clementino Bolan e Marco Augusto Nunes são os sócios da Sony Sports, que assumiu o Guará em 2003 e busca recursos para comprar o clube europeu.

Só que antes da ousada cartada, os empresários querem ganhar o Paulista. “Não estamos brigando pela liderança por acaso. Usamos muito o planejamento. Fomos os campeões do interior do ano passado. Foi o primeiro título da cidade de Guaratinguetá na sua história. Tínhamos o direito de disputar a Série C do Brasileiro. Abrimos mão para juntar recursos para construir um centro de treinamento maravilhoso. E nos preparamos para ganhar o Paulista”, observa Arini.

A base foi mantida, e chegou o técnico Guilherme Macuglia, campeão brasileiro da Série C de 2006 com o Criciúma. Ele também montou o Coritiba, campeão da Série B de 2007, que terminou a temporada sob o comando de René Simões.

O Guará tem a décima folha de pagamento de São Paulo, R$ 300 mil mensais. Com o dinheiro pago pela televisão, R$ 1,2 milhão, o Paulista inteiro foi garantido.”Mostramos a força de um clube-empresa. Queremos lucro, dinheiro. Isso só vem com títulos. Temos de ser campeões paulistas até pelo dinheiro. Acabou o amadorismo”, diz Soni.
 
Por Fernando Mattos - 15:09