Como já era esperado, o novo técnico do Joinville é mesmo Mauro Ovelha. O treinador, que ganhou certo destaque nas campanhas dos vice-campeonatos de Atlético de Ibirama e de Chapecoense, vem para substituir o uruguaio Sérgio Ramírez.
Ovelha foi demitido ainda durante o primeiro turno do comando da Chapecoense, equipe que o mesmo também levou ao acesso à Série C do Campeonato Brasileiro.
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Bom, uma derrota, principalmente como se deu a de domingo, sempra traz à tona várias e várias questões. Algumas coerentes, algumas nem tanto mas, enfim, opinião é opinião e temos que saber respeitá-las, assim como também queremos que a nossa assim o seja.
Bem, a bola da vez é nosso treineiro, o uruguaio casca-grossa Sérgio Ramírez. O cara nunca foi uma unanimidade aqui em Joinville, e acredito que nunca será. Mesmo se nos trouxer o caneco. Mesmo se continuar com o exemplar aproveitamento de pontos que tem no Tricolor.
Primeiramente, minha opinião. Gosto do trabalho dele à frente do Joinville. Não concordo com tudo que ele faz, também penso que ele erra algumas vezes, e quando isso acontece eu falo. Mas não dá pra negar que ele traz resultados. A última final de catarinense que participamos, foi sob seu comando. No ano passado, pegou um time desacreditado e praticamente eliminado e quase levou à final. Nos colocou novamente no certame nacional, feito que, sendo contra times bons ou ruins, não acontecia há duas temporadas. Isso tem que ser reconhecido.
Por outro lado, entendo e faço coro nas reclamações, quando o senhor Ramírez tenta inventar moda. Por vezes, ele realiza algumas substituições um tanto confusas. Pelo menos na visão de quem está de fora. Ele deve ver algo que a maioria não vê. Por vezes ele peca na estratégia.
Também temos que entender que ele não é o único culpado. Ele não está dentro do campo. Ele não é culpado pelo zagueiro que entrega a bola sendo o último homem, nem pelo gol perdido na frente do goleiro. Ele tem responsabilidade na escalação e na armação do time, mas nem sempre os jogadores correspondem à idéia do técnico. Não existe técnico nem jogador perfeito. Ele foi mal, jogadores também.
O cara é teimoso? É! Inegável. O JEC necessita de um camisa 10 de ofício? Sim! É uma posição carente, e não sobram jogadores assim no mercado. Ainda assim, temos um elenco bastante qualificado. Uma vitória amanhã nos classifica e isso é mérito da campanha. Dos números. Temos que também saber elogiar e reconhecer quando ele acerta. Criticar quando erra.
Pra mim, troca de comando agora, não ajudaria em nada. Esperemos pelo menos o fim do turno. Tenhamos calma. Torçamos que tenha sido um mau jogo. Esse time já mostrou que sabe jogar bola, tanto que está na liderança. Acho estranho demitir um técnico de um time líder.
Enfim, o que você acha, torcedor Tricolor?
Michel Schumacher, preparador de goleiros do JEC, atualmente está transmitindo sua experiência para os jovens goleiros da base tricolor.
Em sua nova função, Schumacher conta com o auxílio de Fábio, preparador de goleiros do time juvenil.
Schumacher e Fábio estão preparando os goleiros Jonatan (18 anos), João (16 anos), Marlon (17 anos) e André (16 anos). Os dois primeiros são goleiros do júnior e os dois últimos são goleiros do juvenil.
Na foto que ilustra o post, vemos da esquerda para a direita: Marlon, Fábio, Jonatan, Schumacher e João. André não está presente nesta foto.
Schumacher concedeu uma breve entrevista ao SouJEC:
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SouJEC – Como está sendo seu trabalho junto aos garotos da base ?
Schumacher – Minha função aqui na base é dar um suporte aos goleiros que aqui estão. Temos aqui o Jonatan, o Marlon, o João e o André. São garotos novos, que precisam de uma boa orientação. Penso eu que posso passar muitas coisas boas pra eles, pelo tempo vivido que eu tive no futebol.
SouJEC – Quais as principais diferenças entre o seu trabalho no profissional e na base ?
Schumacher - Existe bastante diferença entre a base e o profissional. Aqui na base é mais um trabalho de formação, você tem que ensinar a eles desde como pegar uma bola, como cair, como sair do gol, como fazer a reposição de bola etc.
SouJEC – O que você nos diz dos atuais goleiros do juvenil e do junior ?
Schumacher - O Jonatan está bem encaminhado, ele já está em um estágio quase final. Agora falta a parte de experiência. Por sua vez, o João, o Marlon, e o Andre ainda estão aprendendo os fundamentos básicos da posição. Penso eu que todos terão muita evolução, com o trabalho que está sendo desenvolvido com eles.
Nas fotos abaixo, podemos observar alguns detalhes do trabalho de preparação dos goleiros da base.
Saudações tricolores !
O preparador físico Reverson Pimentel chegou ao JEC no returno do campeonato estadual. Após sua chegada, houve uma significativa redução do número de lesões musculares nos jogadores profissionais do JEC.
Atualmente, Reverson Pimentel exerce a coordenação da preparação física das divisões de base.
Na foto que ilustra o post, da esquerda para a direita, temos: Cassiano (preparador físicos dos juvenis), Reverson (coordenador de preparação física) e Moreira (preparador físico dos juniores).
O SouJEC vem acompanhando com atenção o trabalho de preparação física realizado com as nossas categorias de base, tanto no Centro de Treinamento quanto na Arena.
Na próxima semana, pretendemos publicar uma entrevista completa com os 3 preparadores físicos do Joinville (Reverson, Cassiano e Pimentel).
Nas fotos abaixo, podemos observar alguns dos trabalhos específicos realizados por Reverson Pimentel.
Saudações tricolores !
O Dr. Thiago José Messias, fisioterapeuta e osteopata, trabalha no JEC desde março de 2008.
Na foto que ilustra este post, o Dr. Thiago está à direita, ao lado de Sergio Ramirez e Reverson Pimentel.
O Dr. Thiago se graduou em Fisioterapia pela Faculdade de Ciências da Saúde de Joinville (Associação Catarinense de Ensino). Atualmente ele está cursando especialização em osteopatia (uma técnica de fisioterapia manual, utilizada pela maioria dos fisioterapeutas desportivos do país, tais como o Filé).
Em 2009, o Dr. Thiago pretende iniciar uma pós-graduação em Fisiologia do Exercício, além de fazer cursos de Mulligan e Podoposturologia.
No meio de seus muitos afazeres, o Dr. Thiago encontrou tempo para conceder uma longa e esclarecedora entrevista ao SouJEC:
SouJEC – Quantos membros possui o Departamento Médico do Joinville ?
Dr. Thiago – O Departamento Médico do Clube é composto por 6 pessoas: o Dr. Gert (Diretor do Departamento Médico), o Dr. André Vilela (Médico Ortopedista), Dr. Thiago (Fisioterapeuta), Dr. Jean (Fisioterapeuta), Adilson e Lincoln (massagistas). Eu permaneço no Clube durante todo o dia (das 08:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:00). Já o Dr. Jean, vem ao Clube somente no período da tarde. No momento, o Dr. Jean está licenciado, devendo retornar ao Clube por ocasião da Copa Santa Catarina. Eu tenho o projeto de buscar estagiários de fisioterapia na Associação Catarinense de Ensino (Faculdade de Fisioterapia de Joinville). Desta forma, poderei encaminhar mais e mais profissionais da área da Fisioterapia Desportiva).
SouJEC – Como funciona a integração entre médicos, fisioterapeutas, treinadores, preparadores físicos e massagistas dentro do Joinville ? Existem reuniões periódicas do Departamento Médico e da Comissão Técnica ?
Dr. Thiago – Como nos grandes clubes do Brasil, o Departamento Médico e a Comissão Técnica do Joinville caminham lado a lado. Tanto os componentes do Departamento Médico quanto os membros da Comissão Técnica têm total liberdade para interferir no trabalho um do outro, e vice-versa. Buscamos diariamente interagir uns com os outros, passando informações sobre treinamentos e a situação dos atletas em tratamento. Praticamente antes de todos os jogos, nos reunimos para discutir os casos do Departamento Médico e, dessa forma, definirmos a melhor forma de agir para cada um.
SouJEC – Quem dá a palavra final sobre a carga de trabalhos físicos dos jogadores ?
Dr. Thiago – A palavra final sobre os treinamentos físicos fica a cargo do preparador físico. Somente em casos em que o Departamento Médico constata que os atletas estão com sintomas de fadiga muscular, nos reunimos com os preparadores físicos para discutir o caso. Porém, com a chegada do preparador físico Reverson Pimentel não tivemos mais problemas dessa espécie no Clube. Além disso, sempre que podemos nós buscamos o feedback dos atletas sobre os trabalhos físicos. Caso seja necessário, obviamente o Departamento Médico tem a obrigação de interferir junto à Preparação.
SouJEC – Quais as principais diferenças na prevenção de lesões dos atletas das divisões de base e dos atletas profissionais ?
Dr. Thiago – Não há diferença nos tipos de trabalho, pois o mesmo projeto de prevenção que o Departamento Médico usava junto ao Departamento de Futebol Profissional é usado junto aos atletas amadores. Porém, é essencial que o atleta de base tenha vivência desde o início de sua carreira com trabalhos desta natureza, e que ele saiba da importância dos trabalhos de prevenção. Tanto trabalhos de alongamento como proprioceptivos são utilizados, sempre que possível, com os atletas.
SouJEC – Qual a importância da parceria com a UNIVILLE para as atividades de fisioterapia dentro do JEC ?
Esperamos que essa parceria traga muitas facilidades ao Departamento Médico, pois através dela nós poderemos quantificar os problemas e, dessa forma, qualificar os trabalhos para a prevenção e tratamento de cada atleta. Além disso, essa parceria gerará economia ao Clube, que não mais arcará com despesas de exames laboratoriais, cardiológicos etc. Com esta parceria, iremos profissionalizar ainda mais os trabalhos dentro do DM, podendo levar os resultados obtidos a Congressos e Encontros a nível nacional. Dessa forma, iremos transformar o Joinville Esporte Clube num espelho para outras equipes de todo o Brasil.
Saudações tricolores !
Luiz Carlos Magalhães, o Pingo, deixou oficialmente o Joinville nesta sexta-feira.
Pingo, que foi auxiliar técnico de Leandro Campos, Gelson Silva e Sergio Ramirez, transferiu-se para o Juventos de Jaragua do Sul, atendendo a um convite do craque de futsal Falcão.
Pingo será o treinador do Juventus, que firmou uma parceria com a empresa do Falcão.
Pingo se apresenta ao seu novo clube na próxima segunda-feira, às 13h30, junto com o restante do elenco do Juventus.
Para os leigos, a fisioterapia desportiva é apenas uma técnica indicada no processo de reabilitação de lesões sofridas por atletas.
Mas, na verdade, a fisioterapia desportiva é muito mais do que isso.
A partir do returno do Campeonato Estadual, o JEC começou a utilizar a fisioterapia também como meio de prevenção de lesões.
Este era um projeto antigo dos fisioterapeutas do JEC ((Dr. Jean Zipperer e Dr. Thiago Messias), que apenas pode ser implementado a partir da chegada do preparador físico Reverson Pimentel.
Com a aplicação dessa técnica, na fase final do Campeonato já se observou uma significativa redução do índice de lesões músculo-esqueléticas de membros inferiores, que são a principal espécie de lesão sofrida por jogadores de futebol.
O Departamento Médico do JEC é composto por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, incluindo médicos, fisioterapeutas e massagistas.
O DM tem a obrigação de não apenas tratar as lesões, mas também preveni-las.
Um adequado trabalho preventivo, além de melhorar a performance dos atletas, tambem trará economia para o clube, que dispenderá menos recursos financeiros no tratamento destas lesões (exames e terapias de alta complexidade e elevado custo).
Exercício proprioceptivos
A fisioterapia desportiva tem buscado as mais diversas possibilidades para que cada vez menos lesões venham a ocorrer durante estas atividades desportivas.
Os exercícios proprioceptivos vem sendo utilizados, principalmente na Europa, em diversas equipes de futebol, profissionais e amadoras.
Estes exercícios dão ênfase à coordenação e equilíbrio e são amplamente utilizados pela fisioterapia traumato-ortopédica e desportiva no tratamento e prevenção de lesões músculo-esqueléticas.
Estudos revelam que no futebol as lesões mais frequentes ocorrem nas articulações do joelho e tornozelo e nos músculos da coxa e da panturrilha.
Estes mesmos estudos revelam que, em média, ocorrem 2,7 lesões por jogo (1,35 por time) e que mais de 90% destas lesões provocam a ausência do atleta em jogos ou treinamentos subseqüentes.
A propriocepção é descrita como a conciliação do senso de posição articular (habilidade do indivíduo identificar a posição do membro no espaço) e da cinestesia (movimento articular).
Os exercícios proprioceptivos, que sempre foram utilizados como uma parte do processo de reabilitação, começam também a ser utilizados na prevenção de lesões desportivas.
Diversos estudos científicos comprovaram que a realização de exercícios proprioceptivos melhora o senso de posição articular e evita que as lesões ocorram.
A prática regular de exercícios proprioceptivos ajuda a manter uma excelente resposta do sistema somatosensorial, comprovando que a utilização destes exercícios auxilia na manutenção do equilíbrio.
Propriocepção preventiva no JEC
As fotos que ilustram este post foram tiradas na última quinta-feira.
Os estranhos equipamentos utilizados pelos jogadores (profissionais) que aparecem na foto são, na verdade, equipamentos fisioterápicos, próprios para a realização de exercícios proprioceptivos de natureza preventiva.
No JEC, o trabalho proprioceptivo preventivo é composto por exercícios dinâmicos, multidirecionais e específicos para o futebol.
Estes exercícios trabalham principalmente com componentes da estabilidade dinâmica das articulações (unidades músculo-tendíneas) que mantém os membros e as articulações estáveis durante os movimentos.
Os jovens atletas das divisões de base serão submetidos a estes tratamentos proprioceptivos. A expectativa é de eles sofram pouquíssimas lesões durante o Campeonato Estadual.
Todo estes conhecimentos adquiridos pelos membros do Departamento Médico do JEC serão posteriormente incorporados ao processo de treinamento dos nossos jogadores profissionais.
A partir da Copa Santa Catarina, espera-se uma redução anda maior no índice de lesões articulares e musculares sofridas pelo integrante do elenco do profissional do Joinville.
Saudações tricolores !


A parceria entre o JEC e a UNIVILLE já está em pleno funcionamento.
Utilizando avançados recursos tecnológicos nas áreas de preparação física e de fisioterapia, o Joinville Esporte Clube busca aperfeiçoar o rendimento dos seus atletas.
Um clube que possui condições de investir em tecnologia e estudos científicos, com certeza pode melhorar o desempenho de sua equipe.
Os jogadores de futebol necessitam de um bom treinamento, que envolva equilíbrio, velocidade, flexibilidade, resistência, coordenação e agilidade.
O atleta de futebol deve ter uma preparação especial, seu treinamento deve buscar sempre melhorar seu rendimento, sua performance e sua qualidade de vida.
O treinamento deve sempre buscar respeitar a individualidade de cada atleta, levando em consideração a posição de cada jogador e também respeitando os limites de sua condição física.
Por meio da parceria com a UNIVILLE, o JEC está tendo ao seu dispor os mais modernos recursos tecnológicos nas áreas da preparação física e da fisioterapia.
Inicialmente, estas novas técnicas serão aplicadas nas divisões de base do Joinville. Futuramente, estas mesmas técnicas serão aplicadas nos processos de contratação e de treinamento físico dos atletas profissionais.
A partir de hoje, o SouJEC irá apresentar uma série de reportagens, descrevendo alguns dos modernos equipamentos e técnicas que a UNIVILLE está disponibilizando para a preparação dos atletas do Joinville Esporte Clube.
Vale lembrar que toda a comissão técnica do departameno profissional está trabalhando nas nossas divisões de base, dentre os quais mencionamos Sergio Ramirez (treinador), Reverson Pimentel (preparador físico), Dr. Vilela (médico), Dr. Thiago (fisioterapeuta), Lincoln e Adilson (massagistas).
Saudações tricolores !
Sérgio Ramirez concedeu entrevista à RIC-Record e ao SouJEC, na qual comentou sobre as expectativas para seu novo trabalho, como coordenador-técnico das divisões de base do Joinville Esporte Clube.
Coordenação técnica das divisões de base
Sergio Ramirez afirmou que aceitou a proposta apresentada por Nereu Martinelli para coordenar as divisões de base porque o JEC é um clube com grande estrutura.
O experiente Ramirez lembrou que essa é a segunda vez que passa pelo JEC e que ele gostou muito da proposta apresentada pelo clube.
Experiência na revelação de jovens valores
Sergio Ramirez comentou que exerceu função similar no Coritiba.
Acrescentou que a sua experiência foi muito bem sucedida, uma vez que vários bons atletas foram revelados pelo Coxa, durante o período em que ele foi coordenador das divisões de base.
Coordenação e ação
Ramirez esclareceu que no JEC sua função será um pouco diferente do que foi no Coritiba.
Aqui no JEC ele não estará apenas na coordenação, mas também se envolverá na ação.
Em outras palavras, Ramirez pretende trabalhar em contato direto com as comissões técnicas do juvenil e dos juniores.
Atenção aos juvenis e aos juniores
Ramirez esclareceu que a maior ênfase do seu trabalho será dada aos juniores, uma vez que tais jogadores se encontram mais próximos do profissional.
No entanto, o novo coordenador-técnico das divisões de base frisou que existe a possibilidade de jogadores dos juvenis serem aproveitados diretamente pelo departamento profissional.
O papel das divisões de base no futebol atual
Ramirez encerrou sua entrevista esclarecendo que sua função como coordenador técnico será a de observar tudo o que se apresenta nas categorias de base.
Seu principal objetivo é revelar novos valores que possam agregar jovialidade e qualidade ao time profissional.
Ramirez fez referência, também, à possibilidade de negociação de jovens valores.
Sobre o tema, o experiente treinador lembrou que atualmente nenhum clube de futebol sobrevive sem os subsídios provenientes das divisões de base, seja com o aproveitamento de novos jogadores, seja sob a forma de negociações com outros clubes.
No quadro abaixo é possível assistir à integra da presente entrevista:
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Saudações tricolores !
Sergio Ramirez chegou ao Joinville numa situação bastante difícil e conturbada. O time vinha de uma seqüência de 7 resultados negativos, estava na lanterna do quadrangular semifinal e praticamente eliminado do campeonato.
O time, que não vencia há 7 partidas, precisaria de uma sequência de 3 vitórias, nas 3 últimas partidas do quadrangular. Para dificultar ainda mais as coisas, o principal artilheiro do time, Marcelinho Silva, estava suspenso pelo terceiro cartão amarelo.
A primeira batalha
O primeiro adversário era a Chapecoense, concorrente direto pela vaga na Série D. Nas 7 últimas partidas entre os 2 times, havia ocorrido 4 empates e 3 vitórias da Chapecoense. Estas 3 vitórias ocorreram justamente nos 3 confrontos ocorridos neste campeonato, nos quais o Joinville não havia conseguido marcar um único gol. A Chapecoense estava invicta há 10 partidas.
Uma nova derrota do Joinville naquela partida representaria a eliminação do time do campeonato, a perda da vaga na Série D e a antecipação do fim da temporada 2009 para o time do Joinville.
Em outras palavras, uma derrota naquela partida seria algo totalmente impensável.
Houve forte mobilização da torcida, incentivando seus jogadores.
Sergio Ramirez, com a tradicional garra uruguaia, em poucos dias de trabalho conseguiu resgatar a confiança dos jogadores e reverteu a situação desfavorável que o time atravessava.
Em face da suspensão de Marcelo Silva para a primeira partida decisiva, Sergio Ramirez optou por uma solução arriscada: escalou o jovem Aldair, de apenas 17 anos, para atuar ao lado de Lima. No meio campo, Ramirez escalou Juliano, na vaga até então ocupada por Valdeir, que vinha sendo muito contestado pela torcida.
A ousadia de Ramirez foi recompensada. Aldair e Juliano tiveram destacada atuação naquela partida, que terminou com uma convincente vitória sobre a Chapecoense, por 3 a 0. Juliano foi o autor do primeiro gol, que abriu caminho para a consagradora vitória.
A segunda batalha
O segundo adversário seria o Avaí, já classificado para a final do Campeonato. Neste campeonato, o Joinville ainda não vencera o Avaí. Nas 3 partidas realizadas, ocorrera 1 empate e 2 vitórias do Avaí. O Avaí também estava invicto há 10 partidas. E, mais uma vez, somente a vitória interessava ao Joinville.
Entre quinta-feira e domingo, Ramirez teve a oportunidade de comandar apenas 2 coletivos com o time. Ao final destes treinamentos, ele optou por escalar Marcelinho Silva no meio campo (na posição de Juliano) e Aldair no ataque (na posição originalmente ocupada por Marcelinho). Juliano iniciou a partida no banco.
Um caso fortuito, porém, acabou recolocando Juliano em campo. Carlinhos Santos, um dos nossos “valentes volantes”, sentiu uma lesão muscular logo aos 20 minutos de jogo.
Ramirez agiu com rapidez e inteligência. Claudemir foi recuado para jogar como volante, ao lado de Ricardo Oliveira. Juliano entrou na meia, para atuar ao lado de Marcelinho Silva. No ataque, Ramirez manteve Aldair e Lima.
O resultado todos viram em campo. O Joinville teve uma excelente atuação no primeiro tempo, encurralou o Avaí em seu próprio campo e criou inúmeras oportunidades de gol.
No último minuto do primeiro tempo, veio a recompensa: numa cobrança de falta, a bola foi cruzada sobre a área e Marcelinho Silva marcou o gol da vitória, de cabeça. Após o gol, emocionado, Marcelinho chorou.
No segundo tempo, o Joinville continuou melhor em campo, soube administrar o resultado e confirmou sua segunda vitória consecutiva, sem sofrer nenhum gol.
Aquele desafio que parecia quase impossível, fora superado. Em apenas 4 dias, o Joinville venceu 2 times que estavam invictos há 10 partidas. Em apenas 4 dias, o Joinville venceu 2 times contra os quais jogara 6 vezes neste campeonato, acumulando 1 empate e 5 derrotas.
Em apenas 4 dias o time deixou a lanterna e passou a ter grandes chances de chegar à Série D, à Copa do Brasil e à vaga na decisão do campeonato.
A terceira batalha
A terceira batalha ocorrerá no próximo domingo, fora de casa, contra o Criciúma.
O “agradável” problema de Ramirez persiste: ele dispõe de 3 excelentes jogadores para apenas 2 vagas.
Desta vez, porém, Ramirez deve optar por Juliano na meia e Marcelinho Silva no ataque, jogando ao lado de Lima. Aldair ficará como opção no banco de reservas.
Juntos, Marcelinho Silva e Lima marcaram 22 gols em 22 partidas neste campeonato. Uma média de 1 gol por partida. Isso sem considerar que Lima esteve afastado do time por várias rodadas, em razão de uma lesão muscular. Marcelinho também esteve fora em algumas partidas, por suspensão ou por lesão.
Desta vez, o retrospecto é bastante favorável ao Joinville. Nos 3 últimos jogos, foram 2 vitórias do Joinville e 1 empate. Jogando no próprio Heriberto Hulse, o Joinville já conquistou uma grande vitória neste campeonato, por 3 a 2 (de virada), na estréia do ex-treinador Gelson Silva.
Para completar o cenário favorável ao Joinville, o Criciúma deve atuar com time misto, uma vez que já está eliminado do campeonato catarinense e o time principal ainda disputa vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil.
O seu próximo jogo pela Copa do Brasil será na próxima quinta-feira, diante do Náutico, em Recife. Para seguir na competição, o Criciúma necessita vencer ou empatar, marcando pelo menos 3 gols. Um empate em 2 gols leva a decisão para os pênaltis.
Assim sendo, não seria racional que o Criciúma escalasse seu time titular no domingo, contra o Joinville.
Além disso, pelas próprias circunstâncias da partida, não é provável que o Criciúma conte com um grande apoio da torcida, que deve comparecer ao Heriberto Hulse em pequeno número.
Diante de todos estes fatos, a expectativa é de conquistarmos mais uma grande vitória sobre o Criciúma. Esta vitória, a terceira consecutiva, deverá garantir ao Joinville a tão sonhada vaga na Série D, na Copa do Brasil e na decisão do campeonato estadual.
No outro jogo da rodada, o esperado é que o Avaí confirme seu favoritismo diante da Chapecoense e mantenha o tabu de não perder no Estádio da Ressacada, há mais de 400 dias.
No cenário do futebol brasileiro, o Avaí é o time que ostenta a maior invencibilidade em seu próprio estádio. O time e a torcida do Avaí não deixarão esta invencibilidade cair, justo às vésperas da decisão do campeonato estadual (que não conquistam há 12 anos) e às vésperas da estreia na Série A do Campeonato Brasileiro (do qual não participam há quase 30 anos).
Diante de tantas circunstâncias favoráveis ao Joinville, mais do que nunca, este é o momento de apoiar nossos jogadores.
A torcida não deve medir esforços para comparecer maciçamente ao Heriberto Hulse e apoiar nosso time, no jogo mais importante do ano, até o presente momento.
Força Joinville ! Não pára de lutar !
Saudações tricolores !
Neste exato momento, Sergio Ramirez (foto, RBS) está tendo o primeiro contato com o elenco do Joinville.
Esta é a oportunidade para Ramirez conhecer o grupo, descobrir a verdadeira causa da queda de rendimento do time e apontar o caminho que deverá ser seguido em busca da recuperação.
No dia de ontem, logo após chegar a Joinville, Sergio Ramirez deu suas primeiras declarações à imprensa.
O discurso foi bastante otimista:
“Ninguém desaprende a jogar futebol. Esse time provou que tem qualidade vencendo cinco partidas seguidas. É preciso despertar a coragem dos jogadores para que eles voltem a vencer.”
“Não adianta ser bom. É preciso um algo mais”.
“Conheço bem o time do Joinville e a maioria dos jogadores. Acredito que é possível vencer as três partidas que faltam”.
“Vou brigar pelo título. Por isso, peço que a torcida lote a Arena com as cores do clube. Ela sempre fez a diferença.”
Estamos a 3 vitórias da Série D!
Estamos a 5 vitórias do título catarinense!
Saudações tricolores!
Na tarde de ontem, tive a oportunidade de conversar com Gelson Silva, ex-técnico do Joinville. A conversa ocorreu no aeroporto de Florianópolis.
Gelson Silva se mostrou bastante abatido e triste com a sequência de maus resultados. Por outro lado, ele mostrou que está com a consciência tranquila, própria dos profissionais que agem com honestidade e que dão o melhor de si em favor do clube para o qual estejam trabalhando.
Nesta última conversa com o SouJEC, Gelson Silva deu mais uma grande demonstração de educação e cordialidade. Mesmo enfrentando um momento difícil, Gelson respondeu a todas as nossas perguntas, com sua tradicional calma e serenidade.
Ao final dessa conversa, cheguei à conclusão de que a mídia é a principal responsável por criar uma má imagem sobre os nosso jogadores, com o claro interesse de nos enfraquecer. Adivinha em interesse de quem ?
A realidade sobre o nosso grupo é outra, bem diferente.
Concluí, ainda, que as únicas pessoas com autoridade moral para falar dos nossos atletas são Márcio Vogelsanger, Nereu Martinelli e Osni Fontan. E eles estão em absoluto silêncio. Até o momento, nenhum deles falou nada que pudesse desabonar a honra dos nossos atletas. E por quê isso ? Provavelmente porque não há nada para falar.
Vejam a seguir as principais declarações de Gelson Silva.
O ânimo do grupo
Gelson Silva assegurou que o grupo tem plenas condições de reverter a situação difícil na qual o JEC se encontra.
Segundo Gelson, o grupo tem consciência de sua capacidade, a qual ficou evidente no primeiro tempo das duas últimas partidas, contra o Avaí e contra a Chapecoense.
A sequência de maus resultados está incomodando e pressionando intimamente os jogadores, mas eles encontrarão forças para reagir, na opinião de Gelson Silva.
Na opinião do ex-treinador, o apoio da torcida é fundamental para auxiliar os jogadores na sua luta pela recuperação.
As razões da queda do time
Gelson Silva não sabe apontar uma única causa para a repentina queda de rendimento do time. Ele atribui esse fato a uma série de fatores.
Gelson foi muito claro ao dizer que assumiu um grupo em péssimas condições físicas. Segundo Gelson, todos os jogadores estavam jogando no seu limite, altamente propensos a sofrer lesões musculares.
Gelson Silva não tem dúvidas em afirmar que este quadro se deveu a erros cometidos na preparação física durante a pré-temporada. Nesta ocasião, a preparação física do clube estava a cargo de Anderson Paixão.
Gelson e Reverson fizeram o máximo para recuperar os jogadores e colocá-los em condição de enfrentar as rodadas finais do campeonato.
Segundo Gelson, em nenhum momento o elenco do Joinville atingiu as condições físicas ideais. Se ele fosse trabalhar apenas com atletas em plenas condições físicas, ele simplesmente não teria 11 atletas para escalar em cada jogo.
Por tudo isso, ele elogiou muito o grupo, que se sacrificou bastante ao longo de todas as partidas do returno e que vem se dedicando ainda mais nas partidas do quadrangular.
Interferência da diretoria na escalação do time
Gelson Silva negou categoricamente qualquer tentativa da diretoria de influenciar na escalação do time.
Gelson Silva assegurou que, durante as 12 rodadas que permaneceu à frente do JEC, teve plena liberdade para decidir sobre quem seria relacionado e quem seria escalado.
O ex-treinador elogiou intensamente o trabalho da diretoria. Chegou a dizer o seguinte: “Será uma tremenda injustiça se esta diretoria não alcançar os seus objetivos“.
Foco dos jogadores na competição
Gelson Silva assegurou que todos os jogadores sempre estiveram e continuam inteiramente focados no Joinville e no campeonato catarinense.
Gelson negou, taxativamente, que algum jogador esteja se empenhando menos no trabalho, por causa de eventuais propostas de trabalho recebidas.
Ele elogiou o grupo de jogadores do Joinville, que na sua opinião é formado por verdadeiros profissionais.
Importante destacar que Gelson Silva, já demitido do Joinville, não teria motivos para mentir, em defesa dos jogadores.
Ao admitir que o elenco do Joinville é leal, profissional e dedicado, Gelson Silva acaba admitindo que teve um bom grupo nas mãos e que, mesmo assim, não obteve os resultados desejados.
Sua opinião sobre Sergio Ramirez
Gelson Silva disse conhecer Sergio Ramirez. Afirmou que ele é um excelente técnico e acredita que ele foi uma excelente escolha para o atual momento do Joinville.
Gelson ressaltou que Sergio Ramirez precisa ter tranquilidade para conversar com o grupo e transmitir a eles a sua filosofia de trabalho.
Na sua opinião, a melhor ajuda que a torcida pode dar ao JEC, neste momento, é deixar Sergio Ramirez trabalhar com o grupo, com calma e tranquilidade.
Para Gelson, quaisquer outras manifestações da torcida, apesar de bem intencionadas, podem prejudicar o clube, neste momento tão delicado.
A torcida do Joinville
Segundo Gelson, a experiência à frente do Joinville apenas confirmou a imagem que ela já tinha sobre a torcida do JEC.
Em sua opinião, realmente temos uma torcida enorme, fiel e fanática, que ajuda muito os jogadores durante as partidas, especialmente dentro da Arena Joinville.
Ele falou que a nossa torcida, mais do que qualquer outra, merece títulos e grandes conquistas, pelo apoio incondicional que oferece à sua equipe.
O seu futuro profissional
Gelson Silva se disse tranquilo e confiante no seu futuro pessoal.
Homem cristão, Gelson se satisfaz em realizar um trabalho digno, ético e competente.
Mensagem final
Gelson final agradeceu ao clube e à torcida e disse desejar muito sucesso ao Joinville, no restante da competição.
Saudações tricolores !
Estamos a 3 vitórias da Série D e da final do campeonato !
Estamos a 5 vitórias do título catarinense !
O uruguaio Sergio Ramirez (foto, site do Milton Neves) está de volta à Arena, para conquistar o título que perdeu em 2006.
A diretoria do JEC concretizou o acerto com Ramirez durante a madrugada.
Sempre ético em suas atitudes, Nereu Martinelli conversou com Gelson Silva por telefone, antes de acertar a contratação de Sérgio Ramirez.
A chegada do novo treinador a Joinville é aguardada para o final da tarde, pouco antes do horário previsto para a chegada da delegação, que retorna de Chapecó.
Amanhã pela manhã Ramirez assume o comando do time, devendo realizar 2 treinos antes da partida da próxima quinta-feira, contra a Chapecoense.
Ramirez chega ao JEC com 3 objetivos sucessivos: garantir vaga na Série D, garantir vaga na decisão do campeonato e conquistar o título estadual.
Em entrevista ao jornalista Edenílson Leandro, Nereu Martinelli, como sempre, foi muito ponderado: “O Ramirez não chega para fazer milagres. É o time que tem que jogar. Temos que vencer três jogos, não é impossível. O Ramirez é motivador, é brigador e pode fazer este time jogar mais do que vem jogando”.
Estamos a 3 vitórias da vaga na Série D e da vaga na decisão.
Estamos a 5 vitórias do título catarinense de 2009.
Saudações tricolores !
Realizamos entrevistas com 3 nomes do nosso tricolor, Reverson Pimentel, preparador físico do JEC, Fábio Oliveira e Carlinhos Santos, cada um nos respondeu algumas perguntas.
Reverson Pimentel
Quando você chegou no JEC como estava a parte física?
“Cheguei no JEC sabendo de todos os problemas que existiam na parte física. O time estava com 5 lesões musculares e o restante do grupo propenso a lesões também. Mudei a alimentação, a suplementação e a recuperação dos atletas, pois treino é jogo. Junto com o Departamento Médico fizemos um trabalho de prevenção de lesão e musculação.”.
E hoje como está o grupo?
“As lesões diminuiram, o grupo já consegue ter um volume maior de jogo. Quando cheguei não tinha mais tempo para eu trabalhar, então criei uma estratégia nova para poder trabalhar”.
Fabio Marcelo Oliveira, é casado, pai de um filho de 12 anos.
Você já voltou para o JEC três vezes, sendo que foi artilheiro pelas equipes que jogou, estava no Madureira como titular, porque você preferiu voltar?
“Preferi voltar por causa do Nereu Martinelli, sempre foi como um pai para mim. A torcida sempre me tratou muito bem e aqui estou em casa.”
O que você está achando do quadrangular?
“O campeonato catarinense é muito forte, depois de Rio de Janeiro e São Paulo, acho que o Catarinense e o Goiano são os melhores estaduais para se jogar.”
Você fica?
“Fico se o clube quiser, é lógico.”
Carlos Cezar dos Santos Filho, tem uma filha de 1 ano e 3 meses.
Você já renovou com o JEC. Gostou da cidade? Da estrutura do JEC?
“Para mim é uma vida nova em Santa Catarina, estou aqui há 4 meses e me sinto muito bem! Fiquei pela confiança que Nereu Martinelli depositou em mim e em meu futebol.”
Qual a sua função no esquema tático?
“Quando o adversário vem com dois atacantes eu fico mais preso, quando vem com um atacante tenho mais liberdade.”