Sou JEC

Arquivo da Tag ‘História’

07
mai
 

Recordar é viver

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Amanhã é dia de relembrar as grandes conquistas do Tricolor na Festas dos Campeões, na Arena. A partir das 9 horas, ex-atletas de três gerações se encontram para matar a saudade, falar de futebol e, é claro, do JEC. De Joel Mendes a Marcão, de Nardela a Bandoch, amanhã é dia de um grande reencontro e todos os jequeanos estão convocados para comparecer em massa na confraternização. Segundo informações da assessoria de imprensa do JEC, mais de cem nomes foram confirmados para o evento.

 
Por Hélio de Sousa - 22:45
 
31
out
 

Coluna do Maceió

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Amigos,

Mestre Maceió, ao noticiar a chegada do lateral-esquerdo Vanderson ao JEC, nos brinda com dois interessantes comentários: o primeiro, sobre o enorme grau de exigência sobre os laterais, no futebol contemporâneo; a segunda, sobre os grandes laterais-esquerdos que já passaram pelo JEC, ao longo de sua vitoriosa trajetória.

Novidade
O JEC apresentou ontem o lateral-esquerdo Vanderson Stolk, promissora revelação do Figueirense e que em 2006 ganhou “O Jornaleiro” de “AN” como o melhor jogador júnior do futebol catarinense. É lateral apoiador e, à época, fazia gols aos borbotões em cobranças de falta. E olhem que para ganhar o “Jornaleiro” a seleção é rigorosíssima!

Desgaste
As laterais hoje são as posições mais problemáticas do futebol brasileiro. Primeiro, pela sobrecarga de funções: antigamente o futebol era mais soft – o jogador cobria seu setor e corria em média 5,5 km por partida. Hoje, ele vai 18, 20 vezes ao ataque e, na hora do sufoco, ainda tem que cobrir um dos zagueiros. Somando, corre mais de 11 km por jogo, somados ao estresse de não poder errar passes nem tomar bola nas costas. Em resumo, a anatomia do futebol mudou e quem mais se desgasta são os laterais.

Ao longo da história, o JEC teve os melhores laterais de Santa Catarina: um estilista chamado Celso, da Seleção Brasileira olímpica, o argentino Raul Giustozzi e o supercraque Carlos Alberto. E outros dois que permanecem bem vivos na memória da família jequeana: Ladinho, voltando do Grêmio, e Jacenir, contratado do Flamengo e depois vendido ao Corinthians. Quem sabe os holofotes da Arena tragam bons fluídos ao garoto Vânderson e ele assuma a posição de cabeça erguida.

 
Por Fernando Mattos - 10:47
 
10
mar
 

Como lidar com os baladeiros

Tricolores,

Todos sabemos que o JEC venceu 10 dos 12 primeiros Campeonatos Estaduais que disputou.

Desvendar os segredos dessa época vitoriosa pode ser muito útil para os atuais dirigentes do JEC, que comandam (?) o Clube no momento mais difícil de sua história.

Manuseando meus arquivos de recortes de jornal, encontrei uma matéria interessantíssima publicada pelo Jornal de Santa Catarina, no dia 9 de março de 1976, que relata a preparação do JEC antes do primeiro jogo de sua história, contra o Vasco da Gama.

Nesta reportagem, João Lima (que na época acumulava as funções de Gerente de Futebol e técnico) apresentou lições valiosíssimas sobre como manter a disciplina entre jogadores profissionais de futebol.

Esta matéria talvez possa trazer importantes ensinamentos a Ocimar Bolicenho, Nédio Vitório e Adelir Alves …

Segue-se a matéria publicada no Jornal de Santa Catarina, de 09/03/1976 (transcrição parcial, grifos meus):

Joinville tem seu time escalado

Técnico já de 30 clubes de futebol, agora com o Joinville Esporte Clube, João Lima dá sua opinião sobre as conseqüências e objetivos da fusão de América e Caxias, dizendo que “não faremos de início um grande time de futebol, mas com o jogo contra o Vasco da Gama, poderemos constatar muitos defeitos e corrigi-los”, acrescentando que “muita coisa vai mudar agora com essa rapaziada, pois tenho que colocá-los em seus devidos lugares”.

[...] Outro detalhe que João Lima faz questão de ressaltar é que “imporei ordem naquele plantel, acostumado com a mamata, mesmo que me chamem de “durão”, pois, de outra forma, nunca se conseguirá um bom futebol, partindo da desorganização. Até a diretoria deverá cumprir o regulamento, pois é dela que parte o exemplo para os jogadores”, diz ele.

João Lima implantou agora a caixinha dos atletas, onde todo o final do mês será apresentado um balancete mensal. O associado receberá na ocasião uma ficha com os seus saldos. Também quando da abertura da caixinha, o associado receberá juros de 10 por cento, equivalente ao seu saldo. As mensalidades serão cobradas na base de 50,00, serão cobrados 30% dos “bichos” e haverá multa, na maioria de três cruzeiros, para jogador que fumar dentro do vestiário, entrar na cozinha, levantar fora de hora, chegar atrasado, comer sem camisa, e outras irresponsabilidades, inclusive cabelos compridos e barbas, segundo João Lima, “pois, diz ele, há necessidade de melhorar ou, caso contrário, abandonar”.

Na foto que ilustra o post, vemos o elenco do JEC participando de um puxado treino físico, antes do histórico jogo de estréia, contra o Vasco da Gama. Em primeiro plano, Fontan, o primeiro grande ídolo da torcida tricolor.
 
Por Fernando Mattos - 10:08
 
04
mar
 

Guias espirituais

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Amigos,

O Blog do JEC não é chegado a mandingas e crendices.

Mesmo assim, acho interessante transcrever a seguinte nota, extraída da coluna do Maceió de 15/02/2008, que lista os “guias espirituais” do JEC, ao longo de sua história.

Rezas e poderes místicos

Na fase áurea do JEC, aquela em que o time ganhava os estaduais todos os anos e jogava uma bola reluzente no Brasileirão, Waldomiro Schützler tinha um guia espiritual chamado Bará. Até o Zé Pereira Sagaz, católico apostólico e braço-forte da presidência, participava dos rituais. Um dia, Bará tomou um chá de sumiço. Schützler, previdente como bem poucos, requisitou a proteção de padre Bertino Weber (hoje monsenhor).

Foi o religioso mais fervoroso a freqüentar o Ernestão durante pelo menos 20 anos. E até nos seus programas de rádio, Bertino pedia ao Altíssimo que aquela bola cruzada aos 47 do 2° tempo, com o jogo em zero a zero, entrasse lá na gaveta.

Bertino, pai dos pobres, é contemporâneo do Ernestão – e quando o JEC mudou para a Arena Joinville, estádio sofisticadíssimo, o clube (além de construir uma capela) passou a trabalhar com dois religiosos mais jovens: padre Luisinho e padre Wilmar. A empatia de ambos pelo clube vem de berço, mas até agora a bola sempre bateu na trave.

 
Por Fernando Mattos - 21:26
 
04
mar
 

Coluna do Maceió – IV

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Amigos,

Hoje estou muito saudosista mesmo …

Por isso, deixo para vocês mais uma coluna do Maceió, relativamente recente (17/02/2008):

Os imortais do JEC
Em matéria de futebol, esta dupla sempre bateu na mesma tecla. O empresário Carlos Roberto Hansen e o gerente de banco Waldomiro Schützler tinham duas coisas em comum: primeiro, o olho clínico para inventar as fórmulas mais ousadas; segundo, sabiam negociar na compra e na venda de seus grandes atletas. Cau, sem usufruir de nenhuma vantagem, botava R$ 50 mil na compra de um jogador e Schützler o revendia, dois anos depois, por R$ 200 mil, R$ 250 mil.O lucro das negociações era para cobrir a folha, despesas de viagem e encargos. E, naquela época, entre 1976 e 1993, o JEC (ao lado do Bahia) construiu a maior pirâmide de títulos estaduais do futebol brasileiro. Dez no total. Fora as extraordinárias campanhas no Brasileirão, num período em que a maioria dos grandes talentos nacionais jogava aqui e não na Europa.Cau morreu cedo, e Schützler, que hoje sequer é lembrado para os jantares de aniversário do clube, vive no mesmo apartamento de 30 anos atrás. De vez em quando, alguém da imprensa resgata sua biografia ou o convida para uma entrevista no rádio. Enquanto isso, o futebol da cidade (gastando milhões) vive uma crise técnica sem precedentes.

Bom demais
Pergunta do advogado joinvilense Nilton Batisti:“Quem, entre cariocas, paulistas e gaúchos, foram os grandes âncoras do JEC?”O colunista sempre achou que o pessoal do Rio de Janeiro tinha mais peso, mas confrontando os valores, é jogo duro.

Os cariocas que migraram para o Ernestão na fase áurea do clube formaram, é verdade, uma superseleção: Borrachinha; Galvão, Vagner Bacharel, Adilço e Carlos Alberto; Gilvan, Edu Antunes e Moreno; Paulinho Carioca, Cláudio José e Silvinho (Mário Jorge).

Os paulistas também formaram uma base muito homogênea: Valter Diab; Alfinete, Edinho Baiano, Leo e Celso; Dorival Júnior, Ramires (hoje no Cruzeiro) e Nardela; Toninho Cajuru, Rinaldo (Edgar) e Paulo Egídio. Quais destes, nos dias de hoje, poderiam ser rotulados como craques? Como diz o cubano Alain Rocca Borero, do vôlei da Tigre/Unisul/Joinville: vários.

Força gaúcha
Os gaúchos também tiveram ativa participação nesta pirâmide de títulos do JEC: a começar pelo “5 de ouro” Jorge Luiz Carneiro. E depois dele, o fera Roberto Gaúcho, que saiu daqui para o Grêmio e de lá chegou ao estrelato jogando duas temporadas no Cruzeiro ao lado de Ronaldo Fenômeno.Por aqui também passaram o goleiro Gilmar, terceiro ou quarto na hierarquia do clube; o ponta Paulo Santos, autor do gol do título de 1982 em pleno Heriberto Hülse; dois zagueiros xerifões que se destacaram pela virilidade, Leandro e Valnil; o zagueirão da Seleção Brasileira olímpica Adilson Fernandes; e os pontas Francisco e Paulinho, que acompanharam o técnico Carlos Froner na conquista do título de 1979.Além deles, dois atacantes que ganharam status no futebol brasileiro: Barbieri e Ademir Padilha. Não por acaso, eles representaram, em valores financeiros, as maiores transações do futebol joinvilense. Barbieri foi vendido no final de 1982 para o Al Ahli, da Arábia Saudita, e Ademir, para o Grêmio, num pacote que envolveu muito dinheiro.

 
Por Fernando Mattos - 16:48
 
04
mar
 

Coluna do Maceió – III

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Amigos,

Hoje não tem post na sessão “Efemérides jequeanas” (em minhas rápidas pesquisas, não encontrei nenhum fato relevante ocorrido no dia 04 de março).

No entanto, para compensar, encontrei uma belíssima coluna do Maceió, publicada no dia de Natal do ano passado. Vale a pena ler:

JEC aqui, JEC ali, JEC lá!
Em meio à penumbra que toma conta do Joinville me deu um estalo: resgatar o passado e mostrar à juventude de hoje o quanto esse clube é amado por alguns ex-jogadores que até hoje rememorizam suas conquistas com extrema docilidade. Antes, abro parênteses para relembar velhas odisséias de um pentacampeão mundial, o preparador físico Paulo Paixão, que faz parte da antologia do nosso futebol. Diz ele: “Não esqueço do JEC nem da cidade. Os dois me proporcionaram excelente ambiente profissional e familiar”.Paixão esteve conosco em 1988 e 89, ao lado de Othon Valentim, e criou status na profissão trabalhando no Grêmio vice-campeão mundial (95), na conquista do Mundial do Japão em 2002 (ambos ao lado de Felipão), na conquista da Libertadores e do Mundial Interclubes pelo Inter em 2006 (ao lado de Abelão) – e hoje é quem monitora a preparação física da Seleção.

Títulos e mágoa
Já o uruguaio Luís Maich, preparador físico do Joinville nas conquistas do Estadual de 83, 84 e 85, não teve a mesma sorte. “Quando estava no auge e Edu Antunes (irmão de Zico) me convidou para trabalhar no Japão, tive câncer e perdi a maior oportunidade da minha carreira”, diz Maich. Hoje ele trabalha no futsal espanhol. Do JEC apenas uma reclamação: “Fui tricampeão catarinense, o time correu como nunca no Brasileiro de 86 e o Waldomiro Schützler me mandou embora, sem motivo algum, para dar o cargo ao Paulo Coutinho. Ele foi injusto comigo”.

Astros e lendas
Então é isso: o Joinville vive no coração de muita gente. Dos cobrões Edu Antunes, irmão e auxiliar de Zico no Fenerbahçe, da Turquia, Alfinete, Paulo Egídio, Maringá, Palmito, Leo, Clademir, Néia, Joel Mendes, Dorival Júnior (técnico do Cruzeiro), Hélio dos Anjos (treinador da seleção da Arábia Saudita), Wagner de Oliveira (técnico do Uberlândia), Borrachinha, Adilsão e Zaga (que estão no Golfo Pérsico), Abel Ribeiro. Todos, sem exceção, sempre revelam carinho pelo clube. Falta a geração de hoje fazer a sua parte.

Os momentos épicos
Só pra emendar esta prosa, vamos resgatar um pouquinho da biografia do clube: dos seus doze títulos estaduais, três foram conquistados dentro do Heriberto Hülse, dois no Orlando Scarpelli, um no Augusto Bauer, em Brusque, e um no Hercílio Luz, em Itajaí (o JEC, punido pelo TJD, teve de enfrentar o Avaí no estádio do Marcílio).

Numa das finais dentro do Scarpelli, o técnico Lauro Búrigo designou o entroncado Vanusa para fazer marcação especial sobre Nardela e enfiou pela goela da arbitragem uns gandulas brutamontes. Foi tragicômico: JEC campeão e a massa alvinegra a cuspir marimbondos em cima da sua diretoria.O JEC era movido por este instinto: ganhar títulos dentro e fora de casa. Com o mesmo espírito correu o Brasil jogando de igual para igual contra Vasco, Fluminense, Botafogo, Palmeiras, Cruzeiro, Grêmio, Corinthians, Santos e São Paulo. Tomou umas sovas do Inter lá, mas aqui o Colorado sempre rebolou….

 
Por Fernando Mattos - 16:20