Há exatamente 34 anos o coração do povo joinvilense começava a bater mais forte. O ano era 1976 e pela a primeira vez, o JOINVILLE ESPORTE CLUBE entrara em campo, num jogo amistoso comemorativo ao aniversário da cidade.

09/03/1976 - O primeiro jogo: Joinville 1x1 Vasco da Gama. Da direita para esquerda: Goleiro Renato, Silvinho, Tonho, Samara, Linha, Djalma, Pompeu, Ditão, Zequinha, Piava e Fontan
Assim, na maior cidade de Santa Catarina, surgia uma paixão por um clube que nasceu grande, nasceu campeão e que nos anos seguintes reinaria absoluto no estado, tornando Joinville conhecida nacionalmente também pelo seu futebol. Herdando as tradições do futebol joinvilense, conseguiu unir as cores de dois clubes, velhos rivais por mais de 50 anos, para se tornar o Tricolor mais vitorioso do futebol catarinense.
E no dia de hoje em que Joinville completa 159 anos de fundação, como um presente de aniversário, vamos relembrar como foi a primeira apresentação do Tricolor diante de sua gente ordeira, trabalhadora e apaixonada pelo JEC!
Parabéns JOINVILLE
No dia 7 de abril de 1976, Joinville e Figueirense se enfrentavam no Orlando Scarpelli, pela segunda rodada do Campeonato Catarinense daquele ano. O JEC estreou nesse estadual vencendo o Marcílio Dias por 1×0, no Olímpico (estádio do América de Joinville), enquanto o Figueira vinha de um 0×0 contra o Ferroviário de Tubarão.
Dez dias antes (28/03/1976), também no Scarpelli, JEC e Figueirense haviam se enfrentado pela primeira vez. Foi um jogo amistoso em que as duas equipes faziam os últimos ajustes para estrearem no estadual. E nesse primeiro confronto, o figueira venceu por 1×0 e impôs a primeira derrota da história do Tricolor, numa partida em que o JEC terminou com dois jogadores a menos (Piava e Ademir Feijão foram expulsos).Mas no segundo encontro, valendo pontos pelo estadual, a história foi diferente e o JEC venceu o alvinegro da Capital de virada pelo placar de 2×1. Os dois gols do JEC foram anotados pelo goleador Tonho.
Vamos acompanhar como foi essa primeira vitória do JEC dentro do nosso salão de festas Orlando Scarpelli (estádio onde em grande estilo, o JEC já deu duas voltas olímpicas!)
23/08/1987
O JEC faria sua ultima partida contra o Criciúma na casa do adversário e jogava podendo perder por um gol de diferença, que seria o Campeão Estadual de 1987. Mais o JEC fez mais muito mais veja reportagem abaixo.
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Na véspera do confronto entre JEC x Avaí que vai decidir o primeiro turno do Campeonato Catarinense de 2010, vamor relembrar nesse post, um confronto entre essas duas equipes que ocorreu no dia 20/06/1976.
O Jogo, válido pela 9ª rodada do returno do Campeonato Catarinense de 1976, foi disputado no Estádio Orlando Scarpelli, pois o Adolfo Konder (o então estádio do Avaí) passava por reformas e não tinha condições de receber jogos.
Joinville e Avaí se enfrentavam pela segunda vez na história, mas era a primeira vez em Florianópois. E jogando fora de casa, o JEC conquistou uma importante vitória por 2×0. Vitória essa, que foi muito festejada pela torcida tricolor tendo até passeata pela cidade e recepção calorosa ao jogadores.Vejamos como foi a história desse jogo…
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JEC e Chapecoense já se enfrentaram 133 vezes. O Tricolor leva grande vantagem no histórico desse confronto com 52 vitórias contra 32 derrotas.
O primeiro confronto entre as duas equipes ocorreu no Estádio Ernestão, no dia 18/04/1976, em jogo válido pela quinta rodada da primeira fase do Campeonato Estadual daquele ano.Vamos relembrar como foi esse jogo…
O JEC saiu na frente no marcador, com um gol do eterno craque Osni Fontan. Na sequência, o Avaí empatou a partida. E o jogo terminou mesmo no 1×1.
Apesar do resultado ser considerado ruim, um empate em casa, o JEC manteve-se líder e ainda venceria o Avaí em outras duas oportunidades ao longo dessa competição em que o Tricolor venceu com sobras, nesse estadual de 1976.
Mas vejamos como foi a primeiro confronto de JEC x Avaí, um dos maiores clássicos do futebol de Santa Catarina… Leia mais »
No segundo post da nossa série sobre a saga do título de 1987… chegamos enfim a Taça Cláudio Wagner, o quadrangular final que reuniu Criciúma e Joinville os campeões das respectivas taças destacadas acima, mais Avaí e Chapecoense por índice técnico. Leia mais »
Esta é uma série de três posts sobre a saga até a conquista do título de 1987, nesta primeira parte iremos falar um pouco sobre a taça governador Aderbal Ramos da Silva e a taça Kurt Meinert.
1987 – “12 anos de fundação 10 títulos estaduais”
O estadual de 1987 contou com 10 clubes, Joinville, Criciúma, Chapecoense, Avaí, Próspera, Marcílio Dias, Paysandu, Ferroviário, Hercílio Luz e Internacional. É bom (ótimo) lembrar que o Figueirense foi rebaixado em 1986 e não disputou o Catarinense de 1987. O campeonato foi disputado em três etapas. Como de costume nos anos 80, primeiro uma disputa de duas taças. A primeira, Taça Governador Aderbal Ramos da Silva, a segunda, Taça Kurt Meinert. Classificando-se os dois campeões de cada taça e dois melhores no índice técnico nas duas taças. Para a tão sonhada “Taça Cláudio Wagner” que valeria o Estadual de 1987.
O SporTV começou uma série de reportagens visando mostrar os maiores jogadores de cada campeonato estadual, o de Santa Catarina foi Nardela. Clique aqui para ver o vídeo.
Há 30 anos atrás o JEC conquista o Bicampeonato Catarinense. Vamos relembrar essa gloriosa conquista do Tricolor dos tricolores!!
Jornal A Notícia – 29/01/1981
Edição comemorativa do 5º aniversário do Joinville Esporte Clube (parte XII):
O BICAMPEONATO
O Joinville classificou-se para as finais do Estadual de 79, juntamente com Criciúma, Figueirense, Chapecoense, Caçadorense e Joaçaba. Logo de cara, um tropeço: empate em casa, 2×2 com o Criciúma. Nesse jogo, o bandeira José Patrício Matos cometeu uma série de arbitrariedades e a torcida, revoltada, acabou riscando e apedrejando o carro do outro bandeira, Eurico Martins (que só foi receber o montante dos prejuízos um ano mais tarde, mas acabou banido da Federação por ter feito severas críticas ao Diretor Técnico Pedro Lopes).
A equipe perdeu aquele ponto, mas se recuperou no jogo seguinte, com uma magistral vitória no Orlando Scarpelli: 1 a 0 sobre o Figueirense (gol de Lico) no final da partida. Em seguida, outra vitória sobre a Chapecoense (também fora de casa) e aí o time foi deslanchando até que veio o jogo-revanche contra o Criciúma. E não deu outra: JEC 3 a 0 lá em Criciúma.Veio também, finalmente, aquele que parecia o jogo-decisivo: o do returno, contra o Figueirense, time que ainda corria por fora com ambições veladas de conquista do título. O Joinville venceu por 3 a 1, com Mateus em tarde deslumbrante. Ele chagara de Minas e estreou fazendo um gol digno dos supercraques e preparou outra para Néia com um lançamento milimétrico.
Essa vitória abriu as portas do bicampeonato, mas o time, antes de comemorá-lo, precisou ir vencer a Caçadorense em Caçador por 1 a 0 e enfrentar aquela histórica “guerra de nervos” em Joaçaba, cuja partida fez recrudescer um clima de franca animosidade entre torcedores e policiais. Ao final, o Joaçaba, que (vencia por 1 a 0) não permitiu a cobrança de um pênalti contra a sua equipe, foi punido com a perda dos pontos e, o JEC, proclamado bicampeão estadual.Matéria publicada no jornal em 1981, homenageando o quinto ano de vida do Joinville E.C. e contando um pouco de sua história gloriosa: do início arrasador logo após o surgimento e a promessa de muitas glórias e conquistas nos anos que estariam por vir.
Na época dessa publicação, o JEC já havia conquistado 3 títulos estaduais e estava prestes a vencer o Criciúma na final do Catarinense de 1980 (final esta, que só foi disputada em março de 1981).
Jornal A Notícia – 29/01/1981
Edição comemorativa do 5º aniversário do Joinville Esporte Clube (parte XI):
BONS TEMPOS ESTES
Quem diria? O JEC, campeão três vezes num lapso de quatro anos e com um quarto título que vai enriquecer ainda mais seu brilhante cartel dentro de vinte ou trinta dias, quando fizer aqui, com o Criciúma, o último jogo do campeonato do ano passado!Tem sabedoria essa frase de Dona Dalva Schützler, a animada esposa do presidente, dando configuração ao meteórico passado reluzente presente da vida do clube: “Felizmente, o Waldomiro é um homem que sempre teve os pés no chão e habituou-se a vencer os maiores desafios”!
Não se trata de uma conotação lírica, pois a própria esposa do presidente sempre teve aversão ao sabujismo e ela, curiosamente, tem até se revelado uma pessoa de extrema sensibilidade na tarefa de distinguir as críticas sensatas dos falsos elogios.
Afinal de contas, a quem cabe os méritos dos muitos títulos conquistados pelo Joinville? Em primeiro lugar, aos que efetivamente plantaram na fusão de Caxias e América uma sólida estrutura e aos que se despiram das suas vaidades no momento de se familiarizarem ao espírito da fusão. E, dentro desse contexto, como não poderia deixar de ser, a figura do Presidente assume papel de transcendental importância. E, em segundo lugar, os méritos cabem a todos aqueles que compuseram o seu “staf” de trabalho nas diferentes fases da sua administração, isto evidentemente incluindo os jogadores, que se identificaram como figuras exponenciais em todas as conquistas.
Hoje, com apenas cinco anos de existência, o Joinville prepara-se para desenvolver uma política empresarial que o levará a uma posição de marcante prestígio no cenário brasileiro. O clube já é conhecido nacionalmente pelos seus títulos e os planos da sua diretoria englobam, agora a construção de um moderno complexo esportivo, que o presidente Schützler garante ser o alicerce que dará ao clube a invejável posição de terceira grande força do futebol do sul do Brasil, após a dupla Gre-Nal.
Todos nós, joinvilenses, esperamos sorridentes o grandioso futuro que esse clube nos reserva
Esse post traz uma matéria publicada pelo Jornal A Notícia, na edição desse domingo (01/10). A publicação é da coluna “Informal” de Maceió, experiente jornalista que acompanha a história do JEC desde a fundação do clube.
Na matéria, Maceió cita alguns nomes de ex-jogadores e dirigentes já falecidos, mas que, por suas contribuições e passagens gloriosas no Joinville, merecem ser eternamente lembrados pela torcida tricolor.
Por vezes passando por minhas mp3 me deparo com esse arquivo de áudio e sempre quando ouço me arrepia, me volta o sentimento, me traz ao passado de glórias, de vitórias, de títulos. Não vivi nos anos do octacampeonato estadual, mas muito já ouvi falar desta época, das caravanas até o sul do estado, da certeza de que mais um título estaria por vir, do orgulho de dizer com todas as letras, sou tricolor, SOU JEC.
Nos últimos anos já falei pra mim mesmo, chega de torcer, chega de ir ao campo, chega de tomar chuva, chegar de torcer por um time que não honra o manto, mas a paixão tricolor é algo que não acaba, e sempre que escuto essa narração do título de 2000 essa paixão retorna.
Sei que ultimamente essa é a palavra mais dita dentro do clube, na imprensa, mas é tempo de RECOMEÇAR, esperamos que com o retorno do bom futebol do Lima, e com o retorno das vitórias, essa constante continue e que venha a vaga na série D e o título catarinense de 2010 e retorne juntamente os bons tempos.
Ouça a narração e resgate essa paixão.
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O campeonato estadual de 1978 foi um dos mais conturbados da história do futebol catarinense. Havia um artigo no regulamento da competição que não deixava claro a distribuição dos pontos caso uma equipe desistisse do campeonato, era o artigo 50.
A confusão se deu por conta da desistência do Avaí, na fase final da competição. A partir de então, Joinville e Chapecoense passaram a disputar na justiça o título estadual daquele ano.
Depois de muito tempo e após muitas batalhas judiciais, o JEC foi proclamado o campeão estadual de 1978.
Jornal A Notícia – 29/01/1981
Edição comemorativa do 5º aniversário do Joinville Esporte Clube (parte X):
O Artigo 50
Na fase final, porém, novamente com o JEC muito credenciado para chegar ao título, houve uma série de imprevistos que quase acabou frustrando os seus planos. Primeiramente, uma arbitragem muito conturbada de Alvir Renzi, levou-o a perder para o Avaí, em Florianópolis, um jogo que merecia no mínimo empatar. Alvir deu um pênalti daqueles que nem com olho de Lince a imprensa vê e o JEC perdeu a vantagem do ponto-extra que havia obtido nas demais fases da competição.
O segundo e talvez mais desavergonhado episódio da história do próprio Campeonato Estadual, ocorreu quinze dias depois. Por causa de outro pênalti inexistente, desta vez a favor do JEC no jogo do returno em Joinville, a diretoria do Avaí resolveu tirar sua equipe do Campeonato e aí se levantaram as maiores celeumas sobre o ARTIGO 50, do regulamento da competição, que era inteiramente omisso na prescrição, da distribuição dos pontos que o Avaí ainda teria a disputar. Até hoje, porém, suspeita-se que essa atitude insólita foi tomada adredemente contra o Joinville e o Presidente da Federação, que no ano anterior teria tomado partido a favor da Chapecoense na decisão do título que o Avaí fez inteiramente por merecer.
Se houver ou não represália contra Giuliari ou uma posição de revanchismo ao prestígio do Joinville, a verdade é que a Chapecoense, violada nos seus direitos de não poder competir, resolveu dar vôos muito altos: autoproclamou-se bicampeão estadual, colocando duas estrelas em seu uniforme e trouxe o Inter de Porto Alegre para fazer a festa da entrega das faixas.
Curiosamente, no mesmo dia, o Joinville comemorava o mesmo título num amistoso contra o Corinthians, também ornamentando com festa de faixas, banda de músicas e outros atrativos.
Verdadeiras e intrincadas peças jurídicas subiram às acarpetadas salas da CBF, que, finalmente em junho do ano passado chegou a uma decisão irrecorrível: JOINVILLE, CAMPEÃO.